Coreografias
Escrito em 14/5/2009Coreografias
Uma das características mais importantes do Swásthya Yôga é a aula ministrada pelo instrutor ao praticante em formato de coreografia. Os melhores instrutores de Swásthya Yôga, estruturam sua aula de maneira que o aluno vá executando passagens entre um exercício e outro, criando um encadeamento harmonioso através dos ásanas. Evidentemente, para ensinar Swásthya Yôga assim, é preciso que o instrutor esteja sempre estudando e participando de cursos com professores altamente especializados.
Aqueles que realmente entenderam a mensagem do sistematizador, dão classes com o conteúdo, do início ao fim do sexto anga, em formato de coreografia. E, no final do anga ásana, ainda incentivam seus alunos para que improvisem uma coreografia propriamente dita, em regime de prática livre.
Se, eventualmente, alguém supuser que o Yôga antigo não possuía coreografias e que foi este autor que as introduziu, devemos corrigi-lo: o que fizemos foi resgatar uma estrutura antiga, que estava quase perdida.
O súrya namaskara é considerado um dos mais antigos conjuntos de exercícios físicos do Yôga, que remonta aos tempos em que o homem primitivo cultuava o Sol. Pois o súrya namaskara, saudação ao Sol, é o mais eloqüente exemplo da existência do que denominamos coreografia, no seio do Yôga ancestral.
O súrya namaskara é a única coreografia ainda existente no acervo que o Hatha Yôga herdou dos Yôgas pretéritos, uma vez que o Hatha é um Yôga moderno, surgido no século XI da era Cristã e perdeu quase toda a sua tradição iniciática.
Portanto, o que hoje chamamos coreografia, já existia e era uma forma de execução bem arcaica, só que atualmente é pouco conhecida por estar praticamente extinta.
Quanto a parecer dança, não nos esqueçamos de que o criador do Yôga, Shiva, era um dançarino e foi imortalizado na mitologia com o título de Natarája (rei dos bailarinos).
Artigo extraído do livro Tratado de Yôga, DeRose, Nobel.
