A História do Yôga no Brasil
Escrito em 14/5/2009Quem introduziu o Yôga no Brasil
Quem inaugurou oficialmente a existência do Yôga no Brasil foi um francês chamado Léo Costet de Mascheville. Ele viajou por várias cidades fazendo conferências, fundou um grupo em Lages (SC) e um mosteiro em Resende (RJ). Era um líder natural e sua voz era suficiente para arrebatar corações e mentes. Com esse pioneiro aprenderam Yôga todos os instrutores da velha guarda. E quando dizemos velha guarda, estamos nos referindo aos que lecionavam na década de 1960, cuja maioria já partiu para os planos invisíveis.
Léo Costet de Mascheville enfrentou muitos obstáculos e incompreensões durante sua árdua caminhada. Enfim, esse é o preço que se paga pelo pioneirismo. Todos os precursores pagaram esse pesado tributo.
Ao considerar sua obra bem alicerçada e concluída, o Mestre recolheu-se para viver em paz seus últimos anos. Todos quantos o conheceram de perto guardam-lhe uma grande admiração e afeto.
Quem escreveu o primeiro livro de YÔGA
O general Caio Miranda publicou o primeiro livro de Yôga de autor brasileiro, intitulado A Libertação pelo Yôga, no ano de 1960, pela Editora Freitas Bastos, do Rio de Janeiro. Caio escreveu vários livros, fundou perto de vinte institutos de Yôga em diversas cidades e formou os primeiros instrutores de Yôga do Brasil. Assim como Léo Costet de Mascheville, Caio Miranda tinha forte carisma que não deixava ninguém ficar indiferente: ou o amavam e seguiam, ou o odiavam e perseguiam.
Na década de sessenta do século XX, desgostoso pelas incompreensões que sofrera, morreu com a enfermidade que ceifa todos aqueles que não utilizam pújá em suas aulas, pois essa técnica contribui para com a proteção do instrutor e os que não a aplicam ficam mais vulneráveis.
A partir da morte do Mestre Caio Miranda ocorreu um cisma. Antes, haviam-se unido todos contra ele, já que sozinhos não poderiam fazer frente ao seu conhecimento e ao seu carisma. Isso mantinha um equilíbrio de forças. De um lado, um forte e do outro, vários fracos…
Mas a partir do momento em que estava vago o trono, dividiram-se todos. Por essa razão, os nomes desses profissionais serão omitidos, pois não merecem ser citados nem lembrados. Pessoas que vivem falando de Deus e de tolerância, mas por trás semeiam a discórdia no seio do Yôga não merecem ser mencionadas. São exemplos de incoerência.
Quem realizou a obra mais expressiva
Em 1960 DeRose começou a lecionar numa conhecida sociedade filosófica. Em 1964 fundou o Instituto Brasileiro de Yôga. Em 1969 publicou o primeiro livro (Prontuário de Yôga Antigo), que foi elogiado pelo próprio Ravi Shankar, pela Mestra Chiang Sing e por outras autoridades. Em 1975, já consagrado como um educador sincero, encontrou o apoio para fundar a União Nacional de Yôga, a primeira entidade a congregar instrutores e escolas de todas as modalidades de Yôga, sem discriminação. Foi a União Nacional de Yôga que desencadeou o movimento de união, ética e respeito mútuo entre os profissionais dessa área de ensino. Desde então, a União cresceu muito e conta hoje com centenas de escolas, praticamente no Brasil todo, e ainda em outros países das Américas e Europa.
Em 1978 DeRose liderou a campanha pela criação e divulgação do Primeiro Projeto de Lei visando Regulamentação da Profissão de Professor de Yôga, o qual despertou viva movimentação e acalorados debates de Norte a Sul do país. A partir da década de setenta introduziu os Cursos de Extensão Universitária para a Formação de Instrutores de Yôga em praticamente todas as Universidades Federais, Estaduais e Católicas. Em 1980 começou a ministrar cursos na própria Índia e a lecionar para instrutores de Yôga na Europa. Em 1982 realizou o Primeiro Congresso Brasileiro de Yôga. Ainda em 82 lançou o primeiro livro voltado especialmente para a orientação de instrutores, o Guia do Instrutor de Yôga; e a primeira tradução do Yôga Sútra de Pátañjali, a mais importante obra do Yôga Clássico, já feita por professor de Yôga brasileiro. Desafortunadamente, quanto mais sobressaía, mais tornava-se alvo de uma perseguição impiedosa movida pelos concorrentes invejosos que sentiam-se prejudicados com a campanha de esclarecimento movida pelo Prof. DeRose. Em 1994, completando 20 anos de viagens Índia, fundou a Primeira Universidade de Yôga do Brasil e a Universidade Internacional de Yôga em Portugal. Em 1997 DeRose lançou os alicerces do Conselho Federal de Yôga e do Sindicato Nacional dos Profissionais de Yôga.
Comemorando 40 anos de magistério no ano 2000, recebeu em 2001 e 2002 o reconhecimento do título de Mestre em Yôga (não-acadêmico) e Notório Saber em Yôga pela FATEA – Faculdades Integradas Teresa d’Ávila (SP), pela Universidade Lusófona, de Lisboa (Portugal), pela Universidade do Porto (Portugal), pela Universidade de Cruz Alta (RS), pela Universidade Estácio de Sá (MG), pelas Faculdades Integradas Coração de Jesus (SP), pela Câmara Municipal de Curitiba (PR) e pela Sociedade Brasileira de Educação e Integração, a qual também lhe conferiu uma Comenda.
Em 2003 recebeu outro certificado de Mestre em Yôga (não-acadêmico) e Notório Saber em Yôga pela Universidade Estácio de Sá (SC) e mais um título de Comendador, agora pela Academia Brasileira de Arte, Cultura e História.
Em 2004 recebeu o grau de Cavaleiro, pela Ordem dos Nobres Cavaleiros de São Paulo, reconhecida pelo Comando do Regimento de Cavalaria Nove de Julho, da Polícia Militar do Estado de São Paulo, e o Colar de José Bonifácio conferido pela Sociedade Brasileira de Heráldica e Medalhística.
Em 2005, recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Ordem dos Parlamentares do Brasil, outro pela Câmara Brasileira de Cultura, outro pela Soberana Ordem D. Pedro I e outros por diversas entidades acadêmicas.
Em 2006, recebeu o Diploma do Mérito Histórico e Cultural no grau de Grande Oficial. Foi nomeado Conselheiro da Ordem dos Parlamentares do Brasil. No mesmo ano recebeu a Medalha Tiradentes pela Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro e a Medalha da Paz, pela ONU Brasil.
Por lei estadual a data do aniversário do Mestre DeRose, 18 de fevereiro, foi instituída como o Dia do Yôga em dez estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Goiás. E mais o Distrito Federal.
Atualmente, DeRose comemora 25 livros escritos, publicados em vários países e mais de um milhão de exemplares vendidos. Por sua postura avessa ao mercantilismo, conseguiu o que nenhum autor obtivera antes do seu editor: a autorização para permitir free download de 15 dos seus livros pela internet, bem como MP3, sem ônus, dos CDs de prática e disponibilizou dezenas de webclasses gratuitamente no sitewww.Uni-Yoga.org, site esse que não vende nada.
Todas essas coisas foram precedentes históricos. Isso fez de DeRose o mais citado e, sem dúvida, o mais importante Mestre de Yôga do Brasil, pela energia incansável com que tem divulgado o Yôga nos últimos quase 50 anos em livros, jornais, revistas, rádio, televisão, conferências, cursos, viagens e formação de novos instrutores. Formou mais de 5000 bons instrutores e ajudou a fundar milhares de centros de Yôga, associações profissionais, Federações, Confederações e Sindicatos de Yôga. Hoje tem sua obra expandida por Portugal, Argentina, Espanha, França, Itália, Inglaterra, Alemanha, Bélgica, Havaí, Indonésia, Estados Unidos etc.
Sempre exigiu muita disciplina e correção daqueles que trabalham com o seu método de Yôga Antigo, o SwáSthya Yôga, o que lhe valeu a reputação de perfeccionista, bem como muita oposição dos que sentiam-se incomodados com a relevância da sua obra.
De Rose defende categoricamente o Yôga Antigo, pré-clássico, pré-vêdico, Dakshinacharatántrika-Niríshwarasámkhya Yôga, o qual sistematizou e denominou SwáSthya Yôga.
Exemplo de seriedade, tornou-se célebre pela corajosa autocrítica com que sempre denunciou as falhas do métier sem, todavia, faltar com a ética profissional e jamais atacando outros professores. Isso despertou um novo espírito, combativo e elegante, em todos aqueles que são de fato seus discípulos.
Comissão Editorial
Extraído do livro Tratado de Yôga, autor DeRose, Editora Nobel.
Entrevista cedida pelo Mestre DeRose e Luciano Zsafir
Escrito em 28/10/2008Mestre DeRose visita a Uni-Yôga Leblon/RJ, ministra curso e autografa a mais completa obra de Yôga já publicada, “Tratado de Yôga”.
Neste evento compareceram Luciano Zsafir e Cid Moreira.
Veja abaixo a entrevista que o Mestre DeRose e Luciano Zsafir concederam nessa noite de autógrafos:
Mestre DeRose dá aula de Yôga no Ibirapuera (parte 1)
Escrito em 15/8/2008
Mestre DeRose dá aula de Yôga no Ibirapuera (parte 2)
Escrito em 15/8/2008
Prática aberta ministrada pelo Mestre DeRose na Praça da Paz
Escrito em 26/2/2008Em comemoração ao dia do Yôga, no dia 24/02/2008 o Mestre DeRose ministrou uma prática aberta de SwáSthya Yôga na Praça da Paz, do Parque do Ibirapuera. Além da prática maravilhosa e memorável que ficará guardada no coração de todos os presentes, houve apresentações de coreografias lindíssimas de instrutores de SwáSthya Yôga, Método DeRose. Clique nas fotos abaixo para ampliá-las:
Condecoração ao DeRose de Cidadão Paulistano
Escrito em 18/2/2008No dia 18/02/2008 às 19h, em sessão solene na Câmara Municipal de São Paulo, DeRose recebe o título de Cidadão Paulistano, veja fotos abaixo (clique na imagem para ampliá-la):
- Alunas do Método DeRose Plaza Sul na Condecoracao
O Educador DeRose
Escrito em 23/3/2007Doutor Honoris Causa, Comendador e Notório Saber por diversas entidades culturais e acadêmicas, Conselheiro da Ordem dos Parlamentares do Brasil, DeRose é o fundador da Universidade de Yôga. Read the rest of this entry »















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