Porque o Método DeRose é tão respeitado no exterior

Consegui inverter o fluxo nas correntes da transmissão de conhecimento. Durante séculos, o Brasil só teve o privilégio de comprar cultura. Nunca o de transmiti-la.

Pois bem, a Universidade de Yôga foi a primeira entidade cultural brasileira a exportar cultura para a Europa, sistematicamente, durante décadas. Desde 1975 dou cursos em países europeus, os quais estão se intensificando cada vez mais. Graças à Uni-Yôga os brasileiros que viajam para o exterior experimentam um gostinho sem precedentes que é o de entrar falando português nos nossos afiliados na França, Inglaterra, Espanha, Alemanha, Itália, Bélgica, Estados Unidos…

Até então, sempre precisávamos falar inglês para ser atendidos lá fora.
Empresários brasileiros para fechar negócios com outros países sempre tiveram que falar inglês, mesmo para contratos assinados no Brasil! Um desrespeito inominável. No entanto, embora eu fale quatro línguas, sempre fiz negócios no exterior falando português. Minhas aulas, palestras e noites de autógrafos na Europa são realizadas em português, com tradução simultânea às vezes para seis línguas. Isso é inédito. Nós o devemos à Universidade de Yôga e não às outras áreas acadêmicas. Nem à Física, nem à Engenharia, nem à Arquitetura, nem ao Direito, nem à Medicina, e sim ao Yôga.

Quem domina o Jiu-jitsu no mundo não são os japoneses e sim os brasileiros. O melhor boxeador peso galo de todos os tempos foi o vegetariano brasileiro Éder Jofre. O mesmo ocorreu com o football, difundido pelos ingleses, mas que teve por pentacampeões mundiais nada menos que os habitantes da Terra de Santa Cruz. Os vencedores da Fórmula Um foram os brasileiros Emerson Fittipaldi e Airton Senna. E ninguém precisa ir à Índia para encontrar o melhor Yôga técnico do mundo, precisa, sim, ir ao Brasil, pois é onde ele está nos albores do Terceiro Milênio. Com exceção dos países que são nossos parceiros latino-americanos e merecem que eu fale em espanhol.

A curiosidade é: como o Brasil se tornou o berço dessa reviravolta e desse resgate histórico, muito bem representado pelo presente livro?
A resposta é simples. Na década de 70 do século passado eu introduzi o Yôga nas universidades federais, estaduais e católicas de muitos estados do nosso país como curso de extensão universitária para a formação de instrutores. Isso fez toda a diferença, já que os estudantes passaram a levar sua preparação muito mais a sério.

Antes, era o mesmo professor, a mesma matéria, os mesmos livros, mas ninguém se dedicava, nem estudava, nem acatava os testes mensais, nem fazia os trabalhos escritos. Depois que introduzi o Yôga nas universidades, continuava sendo o mesmo professor, a mesma matéria e os mesmos livros, mas então todos se dedicavam, estudavam, acatavam os testes mensais e faziam os trabalhos escritos. Qual a razão da mudança de atitude? Os alunos me respondiam candidamente: “Ah! Professor, agora é universidade, né?”

Os cursos de formação de instrutores de Yôga nos outros países não haviam entrado nas universidades como ocorreu no Brasil. Isso fez com que os nossos professores durante quase quarenta anos de gerações sucessivas se tornassem cada vez mais qualificados. A conseqüência foi um salto evolutivo que colocou os brasileiros entre os melhores profissionais da área no mundo; seguidos pelos portugueses e argentinos. Estamos mais de duzentos anos à frente da maior parte dos países autodenominados como “Primeiro Mundo”. Em quase todos eles a formação profissional se processa em um week-end. Ora, que qualidade pode ter um Yôga teacher que entrou como aluno no sábado e saiu como profissional na segunda-feira? Se não acredita, leia os anúncios dos mencionados cursos nas revistas do ramo publicadas no exterior.

Outro efeito colateral da boa formação dos nossos profissionais foi que no Brasil, nestes meus quase cinqüenta anos de luta pela regulamentação passamos a contar com uma infra-estrutura de exames, documentação, supervisão, ética, federações, confederação e Sindicato Nacional de Yôga como não existe em nenhum outro país.

Essa vitória ganha ainda maior relevância por sabermos que o bloco dos países mais ricos insiste em nos olhar de soslaio.

No entanto, modéstia às favas, com a Universidade de Yôga, com o Método DeRose, conseguimos reverter esse estado de coisas e o mundo aceita nos escutar e aprender conosco, porque detemos o melhor know-how de Yôga técnico do mundo. Não é vaidade. É orgulho sadio que quero compartilhar com você, estimado leitor, e com todos os brasileiros.

Quando comemorei o primeiro milhão de livros vendidos em vários países percebi que nosso trabalho estava tendo aceitação de uma relevante maioria.

Fonte: Livro Yôga a Sério, DeRose, DeRose Editora.