Prána, a energia vital
Escrito em 7/8/2009Prána, a energia vital
Prána é o nome genérico que se dá a qualquer forma de energia manifestada biologicamente. Logo, calor e eletricidade são formas de prána, desde que manifestadas por um ser vivo. Por isso, após os mantras e suas palmas, podemos aplicar as mãos sobre um chakra que queiramos desenvolver, sobre uma articulação que desejemos melhorar ou sobre um órgão que precise de algum reforço de vitalidade ou regeneração.
Prána, no sentido genérico, é uma síntese de energia de origem solar e que encontra-se em toda parte: no ar, na água, nos alimentos, nos organismos vivos. Assim, nossas fontes de reabastecimento pránico são o Sol, o ar que respiramos, o ar livre tocando nosso corpo, a água que bebemos, os alimentos que ingerimos. Podemos aumentar ou reduzir a quantidade de prána dos alimentos. O cozimento, por exemplo, reduz o prána.
O prána pode ser visto e fotografado. Para vê-lo a olho nu, basta dirigir o olhar para o céu azul num dia de sol. Divise o infinito azul do céu. Pouco a pouco, começará a perceber miríades de pontos luminosos, extremamente dinâmicos, que realizam trajetórias curvas e sinuosas, com grande velocidade e brilho. Não confunda isso com fenômenos óticos, os quais também ocorrem, mas não guardam semelhança alguma com a percepção do prána. Quanto a fotografá-lo, a kirliangrafia já vem sendo estudada há quase meio século e conta com um acervo bastante eloqüente.
Prána (genérico) divide-se em cinco pránas específicos:
. prána (localizado no peito)
. apána (localizado no ânus)
. samána (localizado na região gástrica)
. udána (localizado na garganta)
. vyána (localizado no corpo todo)
Os mais importantes são prána e apána, pelo fato de terem polaridades opostas. Prána é positivo e apána é negativo. Dessa forma, quando conseguimos fazer com que se encontrem, (por exemplo, levantando apána por meio do múla bandha) os dois pólos opostos resultam numa faísca que é o início do despertamento da kundaliní.
Além dos pránas, há também o conhecimento dos sub-pránas que exercem funções muito particulares, tais como o piscar dos olhos, o bocejo e outros. Esses sub-pránas denominam-se krikára, kúrma, etc.
Podemos influenciar a quantidade de prána que flui pelos respectivos canais, atuando sobre os chakras principais e sobre os secundários. Os principais, na verdade, controlam toda a malha de chakras secundários, regulando-os. No entanto, podemos proceder a uma sintonia fina, estimulando ou sedando os chakras secundários, que são mais ligados s funções dos órgãos físicos. Nisso, a acupuntura, o shiatsu, a mosha e o do-in são muito eficientes.
Extraído do livro Chakras, Kundaliní e poderes paranormais, do Mestre DeRose
O que é a Meditação
Escrito em 7/7/2009O que é Meditação?
Meditação é uma palavra inconveniente para definir a prática chamada dhyána em sânscrito, já que essa técnica consiste em parar de pensar a fim de permitir que a consciência se expresse através de um canal mais sutil, que está acima da mente, mas o dicionário define meditar como pensar, refletir.
Na verdade, o termo dhyána pode ser usado tanto para designar o exercício de meditação, quanto o estado de consciência obtido com essa prática. Ela consiste em concentrar-se e não pensar em nada, não analisar o objeto da concentração, mas simplesmente pousar a mente nele até que ela se infiltre no objeto. “Quando o observador, o objeto observado e o ato da observação se fundem numa só coisa, isso é meditação”, dizem os Shástras. Portanto, o melhor termo em nossa língua para definir esse fenômeno é contemplação.
Por outro lado, não queremos alimentar o falso estereótipo popular de que os praticantes de Yôga sejam “contemplativos”. Assim sendo, essa palavra que melhor define dhyána torna-se inconveniente no momento atual.
Então, resta-nos uma outra designação. O estado de consciência que os britânicos do século XVIII arbitraram chamar de meditation é, na verdade, um tipo de intuição, ou seja, o mecanismo que possuímos para veicular a consciência, o qual está localizado acima do organismo mental. Intuição, todos já tivemos uma manifestação desse fenômeno, alguns mais outros menos. Trata-se de um canal que nos traz o conhecimento por via direta, sem a interferência do intelecto. Foi intuição aquele episódio familiar ou profissional no qual você sabia do fato, embora ninguém lhe tivesse dito, telefonado, escrito, telegrafado ou comunicado por meio racional algum. Simplesmente, você o sabia. Profissionalmente, academicamente, cientificamente, talvez você o tenha deixado passar por não dispor de um respaldo racional, uma documentação, uma pesquisa, uma bibliografia… No entanto, se tivesse lançado mão daquele conhecimento intuicional, teria passado frente da concorrência, teria feito uma grande descoberta científica muito além do seu tempo. Depois, bastaria procurar a documentação adequada, ou as estatísticas necessárias para fundamentar o que você já sabia – fundamentá-lo apenas para que os seus pares não pudessem questionar as suas fontes.
A intuição comum é como o flash de uma câmera fotográfica, só que não tem dimensão em termos de tempo. É um insight. Mas, sob treinamento, é possível desenvolver uma outra forma de intuição que se manifesta como o flash de uma filmadora, que acende e permanece aceso por um átimo. Chamamos a esse fenômeno intuição linear, quando conseguimos manter a intuição fluindo voluntariamente por um segundo inteiro – ou mais. Essa é a definição perfeita para o termo sânscrito dhyána.
Porém, não podemos usá-lo, já que ninguém saberia a que queríamos nos referir. Somos, portanto, obrigados a voltar para a opção inicial e utilizar mesmo o vocábulo meditação, pois, embora inexato, é aceito universalmente, inclusive na Índia.
Extraído do livro Tratado de Yôga, Mestre DeRose, Nobel
Coreografias
Escrito em 14/5/2009Coreografias
Uma das características mais importantes do Swásthya Yôga é a aula ministrada pelo instrutor ao praticante em formato de coreografia. Os melhores instrutores de Swásthya Yôga, estruturam sua aula de maneira que o aluno vá executando passagens entre um exercício e outro, criando um encadeamento harmonioso através dos ásanas. Evidentemente, para ensinar Swásthya Yôga assim, é preciso que o instrutor esteja sempre estudando e participando de cursos com professores altamente especializados.
Aqueles que realmente entenderam a mensagem do sistematizador, dão classes com o conteúdo, do início ao fim do sexto anga, em formato de coreografia. E, no final do anga ásana, ainda incentivam seus alunos para que improvisem uma coreografia propriamente dita, em regime de prática livre.
Se, eventualmente, alguém supuser que o Yôga antigo não possuía coreografias e que foi este autor que as introduziu, devemos corrigi-lo: o que fizemos foi resgatar uma estrutura antiga, que estava quase perdida.
O súrya namaskara é considerado um dos mais antigos conjuntos de exercícios físicos do Yôga, que remonta aos tempos em que o homem primitivo cultuava o Sol. Pois o súrya namaskara, saudação ao Sol, é o mais eloqüente exemplo da existência do que denominamos coreografia, no seio do Yôga ancestral.
O súrya namaskara é a única coreografia ainda existente no acervo que o Hatha Yôga herdou dos Yôgas pretéritos, uma vez que o Hatha é um Yôga moderno, surgido no século XI da era Cristã e perdeu quase toda a sua tradição iniciática.
Portanto, o que hoje chamamos coreografia, já existia e era uma forma de execução bem arcaica, só que atualmente é pouco conhecida por estar praticamente extinta.
Quanto a parecer dança, não nos esqueçamos de que o criador do Yôga, Shiva, era um dançarino e foi imortalizado na mitologia com o título de Natarája (rei dos bailarinos).
Artigo extraído do livro Tratado de Yôga, DeRose, Nobel.
A História do Yôga no Brasil
Escrito em 14/5/2009Quem introduziu o Yôga no Brasil
Quem inaugurou oficialmente a existência do Yôga no Brasil foi um francês chamado Léo Costet de Mascheville. Ele viajou por várias cidades fazendo conferências, fundou um grupo em Lages (SC) e um mosteiro em Resende (RJ). Era um líder natural e sua voz era suficiente para arrebatar corações e mentes. Com esse pioneiro aprenderam Yôga todos os instrutores da velha guarda. E quando dizemos velha guarda, estamos nos referindo aos que lecionavam na década de 1960, cuja maioria já partiu para os planos invisíveis.
Léo Costet de Mascheville enfrentou muitos obstáculos e incompreensões durante sua árdua caminhada. Enfim, esse é o preço que se paga pelo pioneirismo. Todos os precursores pagaram esse pesado tributo.
Ao considerar sua obra bem alicerçada e concluída, o Mestre recolheu-se para viver em paz seus últimos anos. Todos quantos o conheceram de perto guardam-lhe uma grande admiração e afeto.
Quem escreveu o primeiro livro de YÔGA
O general Caio Miranda publicou o primeiro livro de Yôga de autor brasileiro, intitulado A Libertação pelo Yôga, no ano de 1960, pela Editora Freitas Bastos, do Rio de Janeiro. Caio escreveu vários livros, fundou perto de vinte institutos de Yôga em diversas cidades e formou os primeiros instrutores de Yôga do Brasil. Assim como Léo Costet de Mascheville, Caio Miranda tinha forte carisma que não deixava ninguém ficar indiferente: ou o amavam e seguiam, ou o odiavam e perseguiam.
Na década de sessenta do século XX, desgostoso pelas incompreensões que sofrera, morreu com a enfermidade que ceifa todos aqueles que não utilizam pújá em suas aulas, pois essa técnica contribui para com a proteção do instrutor e os que não a aplicam ficam mais vulneráveis.
A partir da morte do Mestre Caio Miranda ocorreu um cisma. Antes, haviam-se unido todos contra ele, já que sozinhos não poderiam fazer frente ao seu conhecimento e ao seu carisma. Isso mantinha um equilíbrio de forças. De um lado, um forte e do outro, vários fracos…
Mas a partir do momento em que estava vago o trono, dividiram-se todos. Por essa razão, os nomes desses profissionais serão omitidos, pois não merecem ser citados nem lembrados. Pessoas que vivem falando de Deus e de tolerância, mas por trás semeiam a discórdia no seio do Yôga não merecem ser mencionadas. São exemplos de incoerência.
Quem realizou a obra mais expressiva
Em 1960 DeRose começou a lecionar numa conhecida sociedade filosófica. Em 1964 fundou o Instituto Brasileiro de Yôga. Em 1969 publicou o primeiro livro (Prontuário de Yôga Antigo), que foi elogiado pelo próprio Ravi Shankar, pela Mestra Chiang Sing e por outras autoridades. Em 1975, já consagrado como um educador sincero, encontrou o apoio para fundar a União Nacional de Yôga, a primeira entidade a congregar instrutores e escolas de todas as modalidades de Yôga, sem discriminação. Foi a União Nacional de Yôga que desencadeou o movimento de união, ética e respeito mútuo entre os profissionais dessa área de ensino. Desde então, a União cresceu muito e conta hoje com centenas de escolas, praticamente no Brasil todo, e ainda em outros países das Américas e Europa.
Em 1978 DeRose liderou a campanha pela criação e divulgação do Primeiro Projeto de Lei visando Regulamentação da Profissão de Professor de Yôga, o qual despertou viva movimentação e acalorados debates de Norte a Sul do país. A partir da década de setenta introduziu os Cursos de Extensão Universitária para a Formação de Instrutores de Yôga em praticamente todas as Universidades Federais, Estaduais e Católicas. Em 1980 começou a ministrar cursos na própria Índia e a lecionar para instrutores de Yôga na Europa. Em 1982 realizou o Primeiro Congresso Brasileiro de Yôga. Ainda em 82 lançou o primeiro livro voltado especialmente para a orientação de instrutores, o Guia do Instrutor de Yôga; e a primeira tradução do Yôga Sútra de Pátañjali, a mais importante obra do Yôga Clássico, já feita por professor de Yôga brasileiro. Desafortunadamente, quanto mais sobressaía, mais tornava-se alvo de uma perseguição impiedosa movida pelos concorrentes invejosos que sentiam-se prejudicados com a campanha de esclarecimento movida pelo Prof. DeRose. Em 1994, completando 20 anos de viagens Índia, fundou a Primeira Universidade de Yôga do Brasil e a Universidade Internacional de Yôga em Portugal. Em 1997 DeRose lançou os alicerces do Conselho Federal de Yôga e do Sindicato Nacional dos Profissionais de Yôga.
Comemorando 40 anos de magistério no ano 2000, recebeu em 2001 e 2002 o reconhecimento do título de Mestre em Yôga (não-acadêmico) e Notório Saber em Yôga pela FATEA – Faculdades Integradas Teresa d’Ávila (SP), pela Universidade Lusófona, de Lisboa (Portugal), pela Universidade do Porto (Portugal), pela Universidade de Cruz Alta (RS), pela Universidade Estácio de Sá (MG), pelas Faculdades Integradas Coração de Jesus (SP), pela Câmara Municipal de Curitiba (PR) e pela Sociedade Brasileira de Educação e Integração, a qual também lhe conferiu uma Comenda.
Em 2003 recebeu outro certificado de Mestre em Yôga (não-acadêmico) e Notório Saber em Yôga pela Universidade Estácio de Sá (SC) e mais um título de Comendador, agora pela Academia Brasileira de Arte, Cultura e História.
Em 2004 recebeu o grau de Cavaleiro, pela Ordem dos Nobres Cavaleiros de São Paulo, reconhecida pelo Comando do Regimento de Cavalaria Nove de Julho, da Polícia Militar do Estado de São Paulo, e o Colar de José Bonifácio conferido pela Sociedade Brasileira de Heráldica e Medalhística.
Em 2005, recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Ordem dos Parlamentares do Brasil, outro pela Câmara Brasileira de Cultura, outro pela Soberana Ordem D. Pedro I e outros por diversas entidades acadêmicas.
Em 2006, recebeu o Diploma do Mérito Histórico e Cultural no grau de Grande Oficial. Foi nomeado Conselheiro da Ordem dos Parlamentares do Brasil. No mesmo ano recebeu a Medalha Tiradentes pela Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro e a Medalha da Paz, pela ONU Brasil.
Por lei estadual a data do aniversário do Mestre DeRose, 18 de fevereiro, foi instituída como o Dia do Yôga em dez estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Goiás. E mais o Distrito Federal.
Atualmente, DeRose comemora 25 livros escritos, publicados em vários países e mais de um milhão de exemplares vendidos. Por sua postura avessa ao mercantilismo, conseguiu o que nenhum autor obtivera antes do seu editor: a autorização para permitir free download de 15 dos seus livros pela internet, bem como MP3, sem ônus, dos CDs de prática e disponibilizou dezenas de webclasses gratuitamente no sitewww.Uni-Yoga.org, site esse que não vende nada.
Todas essas coisas foram precedentes históricos. Isso fez de DeRose o mais citado e, sem dúvida, o mais importante Mestre de Yôga do Brasil, pela energia incansável com que tem divulgado o Yôga nos últimos quase 50 anos em livros, jornais, revistas, rádio, televisão, conferências, cursos, viagens e formação de novos instrutores. Formou mais de 5000 bons instrutores e ajudou a fundar milhares de centros de Yôga, associações profissionais, Federações, Confederações e Sindicatos de Yôga. Hoje tem sua obra expandida por Portugal, Argentina, Espanha, França, Itália, Inglaterra, Alemanha, Bélgica, Havaí, Indonésia, Estados Unidos etc.
Sempre exigiu muita disciplina e correção daqueles que trabalham com o seu método de Yôga Antigo, o SwáSthya Yôga, o que lhe valeu a reputação de perfeccionista, bem como muita oposição dos que sentiam-se incomodados com a relevância da sua obra.
De Rose defende categoricamente o Yôga Antigo, pré-clássico, pré-vêdico, Dakshinacharatántrika-Niríshwarasámkhya Yôga, o qual sistematizou e denominou SwáSthya Yôga.
Exemplo de seriedade, tornou-se célebre pela corajosa autocrítica com que sempre denunciou as falhas do métier sem, todavia, faltar com a ética profissional e jamais atacando outros professores. Isso despertou um novo espírito, combativo e elegante, em todos aqueles que são de fato seus discípulos.
Comissão Editorial
Extraído do livro Tratado de Yôga, autor DeRose, Editora Nobel.
A LENDA DO PERFUME SECRETO KÁMALA
Escrito em 2/3/2009A LENDA DO PERFUME SECRETO KÁMALA
Conta a lenda, que Muntaz era uma das esposas de um poderoso Maharája do Norte da Índia. Desalentada, via que seu senhor manifestava preferência pelas outras mulheres enquanto ela era rejeitada, apesar de procurar conquistar o coração do Rei, fazendo-se graciosa e tentando servi-lo da melhor maneira. Mas nada adiantava. As outras deviam ser mais adestradas nas artes do amor e colhiam os benefícios da satisfação do Marajá.
Certo dia, Muntaz procurou um Mago para que lhe preparasse um filtro de amor a fim de ajudá-la a aprisionar o coração do Rei. 0 Mago, súdito daquele soberano, recusou-se a ajudá-la, temendo as conseqüências, caso fosse descoberto.
Muntaz, tomada de desesperança, recolheu-se as funções secundárias das esposas menos importantes e passou a tomar muito cuidado com as suas ações, pois os reis costumavam mandar matar as esposas inconvenientes.
Assim, ocupou-se da arte da perfumaria, tida em alta conta nas cortes indianas de antanho. Além dos incensos, era muito apreciada a utilização de fontes com chafarizes que, ao invés de água, jorravam água-de-colônia, para deleite do monarca e seus convidados.
Tempos depois, o reino foi visitado por perfumistas portadores de oferendas ao Maharája, constituídas pelas mais nobres fórmulas de todo o mundo, inclusive da Europa. Muntaz foi encarregada de servi-los como anfitriã e de aprender o que pudesse para aprimorar sua função.
O perfumista-mor, homem idoso, cuja experiência o tornara observador de invejável acuidade, dirigiu-se a Muntaz e perscrutou:
– Alteza, notei que o coração de certa dama da corte está triste pela falta de retribuição do amor que devota ao seu esposo.
– Caro senhor, sua acutilância pode pôr em risco a privacidade dessa dama – respondeu a desditosa consorte com indisfarçável tristeza.
– Asseguro-lhe que esse risco ela não correrá, porquanto posso ajudar tal senhora com toda a discrição.
Ouvindo essas palavras, os olhos de Muntaz traíram a curiosidade, o desejo e a esperança. 0 ancião percebeu e sentiu-se encorajado a prosseguir:
– Uma das mais bem guardadas fórmulas que trago na memória, é a do perfume denominado Kámala. Seu aroma poderoso é capaz de despertar a paixão do homem e da mulher, estimulando o desejo dos dois parceiros tão intensamente, a ponto de restabelecer os fluidos vitais dos homens impotentes e das mulheres frígidas. Esse secreto perfume foi elaborado originalmente com o objetivo de aumentar a energia das pessoas para despertar nelas a força da criatividade, da sensibilidade e do dinamismo para o trabalho intelectual. Mas os antigos observaram que sob sua ação, surgiram as outras manifestações que enriqueciam a vida amorosa. Foi aí que o batizaram com o nome Kámala, que significa flor de lótus. Vou lhe ensinar essa fórmula para que Vossa Alteza possa auxiliar a dama em questão, ou qualquer outra que o necessite.
Depois de ouvir tudo isso, Muntaz não podia recusar a oferta. Disse-lhe, então, o sábio perfumista:
– É preciso utilizar os mais fortes fixadores da natureza, para que este óleo fique tão impregnado no corpo a ponto de exalar o seu perfume por muitas horas e até dias. O âmbar, o civete e o almíscar conferem-lhe o fascínio da sensualidade. Por outro lado, o sândalo, a alfazema e a rosa de boa procedência proporcionam a nobreza, a delicadeza e a nota romântica do buquê. Isto é um grande segredo da perfumaria oriental, que o ocidente ainda desconhece. Depois é so ir temperando com mais estas dezessete essências naturais, até ficar bem aveludado e macio. Finalmente, o Kámala deve ser posto a envelhecer num recipiente de cristal, cuja tampa precisa permanecer lacrada por um ano, guardado em local fresco e ao abrigo da luz. So depois desse tempo, pode ser utilizado.
Mas atenção: a fórmula tem que ser preparada em noite de lua crescente e só se deve romper o lacre numa noite da mesma lua.
Muntaz fez exatamente como lhe havia lido ensinado. Um ano depois, muito emocionada, abriu o frasco. A fragrância invadiu seus aposentos. Conforme as instruções do velho perfumista, Muntaz resistiu a tentação e usou apenas três gotas na palma da mão, esfregou as mãos e, com elas, seu pescoço, colo e cabelos. Nessa noite, propositadamente, foi levar os quitutes ao Maharája. Este, ao sentir o perfume inebriante, pareceu notá-la pela primeira vez em tantos anos. Pediu-lhe que ficasse e se sentasse junto a ele. Perguntou-lhe por que haviam-se distanciado e confessou-lhe o desejo de estar mais tempo em sua presença.
Assim, dia após dia, Muntaz foi conquistando o coração do Rei até que, finalmente, ele ficou loucamente apaixonado por ela e não se interessava mais pelas outras mulheres.
Conta-se que quando Muntaz morreu, o Maharája mandou construir um mausoléu enorme e lindíssimo em mármore branco, como jamais houve outro igual em toda a India. E que, no palácio, encheu seus aposentos de espelhos dispostos de maneira que, onde quer que ele estivesse, pudesse vê-la em sua última morada. Hoje repousa ao lado dela, realizando suas juras de amor eterno.
Nos séculos seguintes e até hoje o perfume Kámala é considerado secreto e, embora seja caro, é difícil de se conseguir mesmo uma pequena quantidade. Somente os vôgins muito merecedores podem, eventualmente, obter um frasquinho com seu instrutor.
Esta lenda é apenas um conto. A formula Kámala foi elaborada por nós. É oportuno informar que nenhum fixador de origem animal que exigisse sacrifício, foi utilizado.
• 0 civete é retirado, sem causar dano ao animal, com uma espátula, de uma bolsa que o gato de algália tem perto do ânus para marcar seu território.
• 0 âmbar gris é expelido espontaneamente pelo cachalote e fica boiando no mar.
• 0 almíscar de origem animal não existe mais no mercado desde o século passado. Hoje só existem o almíscar vegetal e o sintetizado.
Texto extraído do livro “Tratado de Yôga”, Mestre DeRose, Ed. Nobel, pág 731, 1ª Edição.
O que é uma codificação?
Escrito em 18/11/2008Imagine que você ganhou como herança um armário muito antigo (no nosso caso, de cinco mil anos!). De tanto admirá-lo, limpá-lo, mexer e remexer nele, acaba encontrando um painel que parecia esconder alguma coisa dentro. Depois de muito tempo, trabalho e esforço para não danificar essa preciosidade, finalmente você consegue abrir. Era uma gaveta esquecida e, por isso mesmo, estava lacrada pelo tempo. Lá dentro você contempla extasiado um tesouro arqueológico: ferramentas, pergaminhos, sinetes, esculturas! Uma inestimável contribuição cultural!
As ferramentas ainda funcionam, pois os utensílios antigos eram muito fortes, construídos com arte e feitos para durar. Os pergaminhos estão legíveis e contêm ensinamentos importantes sobre a origem e a utilização das ferramentas e dos sinetes, bem como sobre o significado histórico das esculturas. Tudo está intacto sim, mas tremendamente desarrumado, embaralhado e com a poeira dos séculos. Então, você apenas limpa cuidadosamente e arruma a gaveta. Pergaminhos aqui, ferramentas acolá, sinetes esquerda, esculturas direita. Depois você fecha de novo a gaveta, agora sempre disponível e arrumada.
O que foi que você tirou da gaveta? O que acrescentou? Nada. Você apenas organizou, sistematizou, codificou.
Pois foi apenas isso que fizemos. O armário é o Yôga antigo, cuja herança nos foi deixada pelos Mestres ancestrais. A gaveta é um comprimento de onda peculiar no inconsciente coletivo. As ferramentas são as técnicas do Yôga. Os pergaminhos são os ensinamentos dos Mestres do passado, que nós jamais teríamos a petulância de querer alterar. Isto foi a sistematização do Swásthya Yôga.
Por ter sido honesta e cuidadosa em não modificar, não adaptar, nem ocidentalizar coisa alguma, nossa codificação foi muito bem aceita pela maioria dos estudiosos. Hoje, esse método codificado no Brasil existe em todos os Continentes. Se alguém não o conhecer pelo nome de SwáSthya Yôga, conhecerá seguramente pelo nome de Yôga Antigo, ou pela denominação erudita: Dakshinacharatántrika-Niríshwarasámkhya Yôga.
Seu nome já denota as origens ancestrais uma vez que o Yôga mais antigo, pré-clássico, pré-ariano, era de fundamentação Tantra e Sámkhya. Compare estas informações com o quadro da Cronologia Histórica , no final do primeiro capítulo, intitulado O que é o Yôga?
Tratado de Yôga (Yôga Shástra), Ed. Nobel, DeRose
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Aulas gratuitas
Escrito em 11/11/2008Ao redor do mundo, uma série de aulas gratuitas do Método DeRose são ministradas regularmente em parques, por instrutores sérios e bem formados.
São ensinadas técnicas de reeducação respiratória, técnicas corporais de força e flexibilidade, técnicas de concentração e outras, todas pertencentes ao nosso acervo milenar.
As aulas são indicadas tanto para leigos quanto para praticantes (iniciantes ou avançados) que desejam agregar uma prática agradável ao ar livre em sua rotina.
E é com muito prazer que anunciamos hoje o início da nova programação de aulas gratuitas do Método DeRose em São Paulo.
Sábados:
9 horas: Praça do Porquinho - Parque do Ibirapuera
10 horas: Memorial Villa-Lobos – Parque Villa-Lobos
Domingos:
9 horas: Galpão da Serraria – Parque do Ibirapuera
Não é preciso fazer inscrição, nem reservar vaga.
Venha praticar e ganhar mais força, poder e energia!
Acesse o site http://yoganoparque.org
Veja também outros locais de aulas gratuitas de SwáSthya pelo mundo (retirado do site http://www.metododerose.org)
AULAS GRATUITAS:
Brasil – Brasília
Local: Parque Olhos D’água
Tel: (61) 3327-3871
E-mail: asanorte.df@uni-yoga.org.br
Descrição e programação:
Parque Olhos D’água – 414 norte.
Todos os Domingos às 16h30.
Brasil – Campinas
Local: Parque Taquaral
Tel: (19) 3253-1334
E-mail: cambui.sp@uni-yoga.org.br
Descrição e programação:
Aula realizada todo primeiro domingo do mês, no Parque Taquaral, na calçada “externa” do portão de entrada da Concha Acústica (onde se realizam os testes de baliza).
Brasil – Curitiba
Local: Parque Barigüi
Tel: (41) 3264-6495
E-mail: altodaxv.pr@uni-yoga.org.br
Descrição e programação:
Práticas todos os sábados às 11 horas no Parque Barigüí (em frente ao Bistrô amarelo), com Driano Marsili.
Brasil – Goiânia
Local: Parque Vaca Brava
Tel: (62) 3941-4197
E-mail: bueno.go@uni-yoga.org.br
Descrição e programação:
Domingos, às 10 horas, no Parque Vaca Brava, Setor Bueno.
Brasil – Goiânia
Local: Parque Flamboyant
Tel: (62) 3281-4197
E-mail: bueno.go@uni-yoga.org.br
Descrição e programação:
Domingos, às 10 horas, no Parque Flamboyant, Jardim Goiás.
Site: www.yoga-go.com.br
Brasil – Rio de Janeiro
Local: Shopping Barra Garden
Tel: (21) 2493-2585
E-mail: downtown.rj@uni-yoga.org.br
Descrição e programação:
Shopping Barra Garden, na Barra, todas as segundas e quartas, das 8h30 às 9h30.
Confira no site www.barragarden.com.br.
Brasil – Rio de Janeiro
Local: Shopping Downtown
Tel: (21) 2493-2585
E-mail: downtown.rj@uni-yoga.org.br
Descrição e programação:
Aulas na Praça da Concórdia, no Shopping Downtown às terças e quintas das 7h30 às 8h30 da manhã. Av. das Américas, 500 – Barra da Tijuca. www.downtown.com.br
Brasil – São Bernardo do Campo
Local: Parque Cidade de São Bernardo Raphael Lazuri
Tel: (11) 4125-6658
E-mail: saobernardo.sp@uni-yoga.org.br
Descrição e programação:
Av. Presidente Kennedy, 1111, Anchieta São Bernardo
Às 10h, somente aos domingos.
Brasil – São Bernardo do Campo
Local: Parque Municipal Engenheiro Salvador Arena
Tel: (11) 4125-6658
E-mail: saobernardo.sp@uni-yoga.org.br
Descrição e programação:
Av. Caminho do Mar, 2980 – Rudge Ramos
Às 11h30min, somente aos domingos.
Argentina – Buenos Aires
Local: Boulevard Unidad Nacional
E-mail: sanisidro.ar@uni-yoga.org
Descrição e programação:
Boulevard Unidad Nacional
Dardo Rocha e Italia – San Isidro
Todos los domingos 11.30hs
France – Paris
Local: Jardin Luxembourg
Tel: 00331 43 25 24 68
E-mail: federation.fr@uni-yoga.org
Descrição e programação:
Jardin Luxembourg tous les dimanches às 13h.
Portugal – Cascais
Local: Parque Marechal Carmona
Tel: 214 820 482
E-mail: unidadecascais@sapo.pt
Descrição e programação:
Aulas de SwáSthya Yôga, entrada livre, todos os domingos às 11h, no Parque Marechal Carmona – perto da Marina e do Centro Cultural de Cascais.
Até Outubro de 2008.
Portugal – Faro
Local: Forum Algarve na Mostra de Desporto
Tel: 351 289 822 116
E-mail: faro.pt@uni-yoga.org
Descrição e programação:
Dia 16 de setembro, às 19:15.
Portugal – Faro
Local: Praia de Faro
Tel: 351 289 822 116
E-mail: faro.pt@uni-yoga.org
Descrição e programação:
Julho e Agosto.
Todos os sábados e domingos às 18h.
Portugal – Faro
Local: Quarteira
Tel: 351 289 822 116
E-mail: faro.pt@uni-yoga.org
Descrição e programação:
Julho e Agosto.
Todas as 3ª e 5ª às 17h.
Todas as 6ª às 9h.
Todos os sábados e domingos às 19h.
Portugal – Lisboa
Local: Diversos
Tel: 213 244 013
E-mail: camoes.pt@uni-yoga.org.br
Descrição e programação:
Quinzenalmente em diversos locais da cidade.
Entre em contato conosco.
Portugal – Lisboa
Local: Praça de Londres
Tel: (35) 21 846 3974
E-mail: geral@espaco-lifestyle.org
Descrição e programação:
A partir do dia 16 de junho venha participar das aulas abertas na Praça de Londres.Todos os sábados, às 10h, venha fazer exercícios respiratórios,técnicas corporais e de descontração para começar bem o fim de semana.
Aula é dada pelo instr. Bruno Reis.
Portugal – Porto
Local: Palácio de Cristal
Tel: 226 003 212
E-mail: campoalegre.pt@uni-yoga.org
Descrição e programação:
De Maio a Setembro,domingos às 11h; junto à concha acústica.
Portugal – Porto
Local: Complexo Desportivo do Monte Aventino
E-mail: unidadecampoalegre@gmail.com
Descrição e programação:
Todos os Domingos, de Maio a Setembro, às 11 horas
Portugal – Porto
Local: Parque da Cidade – Junto ao Pavilhão da Água
E-mail: unidadecampoalegre@gmail.com
Descrição e programação:
Todos os Domingos, de Maio a Setembro, às 11 horas
USA – New York
Local: Central Park
Tel: 1 718 532 6634
E-mail: marcelo.tessari@uni-yoga.org
Descrição e programação:
North area of Sheep Meadow at Central Park (near 67th Street)
Sundays at 5PM
As árvores e as pedras
Escrito em 5/11/2008Era uma vez um menino cheio de idéias estranhas. Ele achava que o infinito era pequeno e que o eterno era curto. Conversava com as Árvores e com as Pedras, e se emocionava com elas, pela magnitude do que lhe contavam. Um dia as Árvores lhe disseram:
- Sabe? No nosso Universo cada uma de nós cumpre o que lhe cabe, pela satisfação de fazer assim. Nenhuma de nós se exime da sua parte. Os humanos passam suas vidas a só fazer coisas que lhes resultem em tensões, infelicidade e doença. Não fazem o que realmente gostariam. Caem no cativeiro da civilização, trabalham no que não gostam para ganhar a vida e perdem-na, em vão, ao nada fazer de bom. Por isso tornam-se rabugentos, envelhecem e morrem insatisfeitos. Procure você viver feliz como nós, pois alimentamo-nos, respiramos e reproduzimo-nos, tal como nos dá prazer. Assim, quando morremos, na verdade continuamos vivas em nossas sementes e crescemos de novo. Vá e ensine isso aos que, como você, podem ouvir nossas palavras. Fará muita gente feliz, livre da escravidão da hipocrisia.
O menino ainda era pequeno para saber a extensão do que lhe propunham as Árvores, mas concordou em levar essa mensagem aos homens. Entretanto as Pedras, que até então tinham-se mantido muito quietas, começaram a falar e disseram coisas aterradoras!
Uma Pedra maior e coberta de musgo, o que lhe conferia um ar ancião e sacerdotal, tomou a frente das demais e falou fundo, ecoando dentro da sua alma:
- Não, você não deve cometer a imprudência de levar aos homens a mensagem das Árvores. Nós somos Pedras frias e friamente julgamos. Estamos aqui há mais tempo do que elas e temos visto o transcorrer desta pequena História Universal dos humanos.
Antes de você, muitos receberam essa mensagem e foram incumbidos, por elas, de recuperar a felicidade que os hominídeos perderam ao ignorar as leis naturais. Todos quantos tentaram ajudar a humanidade foram perseguidos, difamados e martirizados. Cada um conforme os costumes de sua época: crucificados em nome da justiça, queimados em praça pública em nome de Deus e tantos outros martírios pelos quais você mesmo já passou várias vezes e se esqueceu…
Hoje você pensa que não corre mais perigo e aceita tentar outra vez. Quanta falta de senso! Quando começar a dizer as coisas que as Árvores transmitiram, vão primeiro tentar comprá-lo. Se você não sucumbir ao tilintar dos trinta dinheiros, então será preciso que seja realmente um forte para permanecer de pé, pois passarão a agredi-lo de todas as formas.
Mas o menino respondeu prontamente. Tomou um ramo em uma das mãos e uma pedra na outra, e bradou:
- Este é meu cetro. E este, o meu orbe. Com o vosso reino elemental construirei nosso santuário e nele reunirei os capazes de ouvir e de compreender. As rochas manterão do lado de fora os incapazes e as toras aquecerão, do lado de dentro, os que reconhecerem o valor deste reencontro.
As Árvores e as Pedras emudeceram. Depois as Árvores o ungiram com o orvalho sacudido pela brisa, e as Pedras deixaram cair em suas mãos o musgo primevo que lhes vestia, como que a abençoá-lo.
Nesse momento, os raios do Sol eram difusos por entre os ramos e a névoa da manhã. O menino olhou e compreendeu: se a luz fosse excessiva não ajudaria a enxergar, mas ofuscaria o entendimento. Então agradeceu aos ramos e névoa. E mesmo s Pedras que o faziam tropeçar para torná-lo mais atento aos caminhos que percorria. E amou a todos… até aos homens
SwáSthya Yôga – o Ashtánga Sádhana
Escrito em 1/10/2008O Ashtánga Sádhana
(aula descrita na grade de horarios como SwáSthya Yôga)
Uma das principais características do SwáSthya Yôga é o ashtánga sádhana. Ashtánga sádhana significa prática em oito partes (ashta = oito; anga = parte; sádhana = prática). Utilizamos diversos níveis desse programa óctuplo. O primeiro nível, para aqueles que já foram autorizados a ingressar no Yôga, é o ády ashtánga sádhana (ádi/ády = primeiro, fundamental), o qual é constituído pelas oito partes seguintes, nesta ordem:
1. mudrá
2. pújá
3. mantra
4. pránáyáma
5. kriyá
6. ásana
7. yôganidrá
8. samyama
Análise dos 8 angas:
1. Mudrá
É o gesto ou selo que, reflexologicamente, ajuda o praticante a conseguir um estado de receptividade superlativa. Mesmo os que não são sensitivos podem entrar em estados alfa e theta já nesta introdução.
2. Pújá (manasika pújá)
É a técnica que estabelece uma perfeita sintonia do sádhaka com o arquétipo desta linhagem. Com isso, seleciona um comprimento de onda adequado a esta modalidade de Yôga, conecta seu plug no compartimento certo do inconsciente coletivo e liga a corrente, estabelecendo uma perfeita troca de energias entre o discípulo e o Mestre.
3. Mantra (vaikharí mantra: kirtan e japa)
A vibração dos ultra-sons que acompanham o “vácuo” das vocalizações, neste caso do ády ashtánga sádhana, têm a finalidade de desesclerosar os canais para que o prána possa circular. Prána é o nome genérico da bio-energia. Somente depois dessa limpeza é que se pode fazer pránáyáma. O SwáSthya Yôga utiliza centenas de mantras: kirtan e japa; vaikharí e manasika; saguna e nirguna mantras.
4. Pránáyáma (swara pránáyáma)
São exercícios respiratórios que bombeiam o prána para que circule pelas nádís e vitalize todo o organismo. E também a fim de distribuí-lo entre os milhares de chakras que temos espalhados por todo o corpo. Bombear aquela energia por dutos obstruídos pelos detritos decorrentes de maus hábitos alimentares, secreções internas mal eliminadas e emoções intoxicantes, pode resultar inócuo ou até prejudicial. Por isso, antes do pránáyáma, procedemos prévia limpeza dos canais, na área energética.
5. Kriyá
São atividades de purificação das mucosas, que têm a finalidade de auxiliar a limpeza do organismo, agora no nível físico. Em se tratando de Yôga, só se deve proceder aos ásanas após o cuidado de limpar o corpo por meio dos kriyás.
6. Ásana
Esta é a parte mais conhecida e característica do Yôga para o público leigo. Não é ginástica e não tem nada a ver com Educação Física. São as técnicas orgânicas que produzem efeitos extraordinários para o corpo em termos de boa forma, flexibilidade, musculatura, equilíbrio de peso e saúde em geral. Para aproveitar ao máximo seu potencial, os ásanas devem ser precedidos pelos kriyás, pránáyámas, etc. Os efeitos dos ásanas começam a se manifestar a partir do yôganidrá.
7. Yôganidrá
É a descontração que auxilia o yôgin na assimilação e manifestação dos efeitos produzidos por todos os angas. A eles, soma os próprios efeitos de uma boa recuperação muscular e nervosa. Mas atenção: yôganidrá não tem nada a ver com o shavásana do Hatha Yôga. Shavásana, como o nome já diz, é apenas um ásana, uma posição, em que se relaxa, porém, não é a ciência do relaxamento em si. Essa ciência se chama yôganidrá e ela não consta do currículo do Hatha Yôga. Por isso muitos instrutores de Hatha Yôga censuram o uso de música ou de indução verbal do ministrante durante o relaxamento. O yôganidrá aplica não apenas a melhor posição para relaxar, como também a melhor inclinação em relação gravidade, o melhor tipo de som, de iluminação, de cor, de respiração, de perfume, de indução verbal, etc.
8. Samyama
Essa técnica compreende concentração, meditação e samádhi “ao mesmo tempo”, isto é, praticados juntos, em seqüência, numa só sentada (etimologicamente, samyama pode significar ir junto). Se o praticante vai fazer apenas concentração, chegar meditação ou atingir o samádhi, isso dependerá exclusivamente do seu adiantamento pessoal. Assim, também é correto denominar o oitavo anga de dhyána, que significa meditação. É uma forma menos pretensiosa.
Portanto, mesmo uma prática de SwáSthya Yôga considerada para iniciantes, como este conjunto de oito feixes de técnicas que acabamos de analisar e que constitui a fase inicial do nosso método, será bem avançada em comparação com qualquer outro tipo de Yôga, já se prevendo a possibilidade de atingir um sabíja samádhi.
Artigo extraído do livro Origens do Yôga antigo. Autor: DeRose, disponível em www.uni-yoga.org ou versão em papel disponível no telefone (11) 5093-2019.
Sat Chakra
Escrito em 1/10/2008Sat chakra
Sat chakra é uma modalidade de sat sanga em chakra, em círculo. Não confundir com termo shat chakra que significa “os seis chakras”. É também chamado de grupo de mentalização.
Sat chakra é um tipo de chakra sádhana, isto é, prática feita em círculo.
O sat chakra é um exercício em que os praticantes, em número mínimo de seis pessoas, sentam-se formando um círculo, no qual vão executar seis angas, a saber:
1. captação de energia, através de pránáyáma, bombeando a energia do ar para dentro do organismo e o prána para os chakras;
2. equalização da energia, através de mantra, realizando os mesmos mantras, ao mesmo tempo, no mesmo volume e no mesmo ritmo;
3. dinamização da energia, pelas palmas, ao atritar os 35 chakras que possuímos em cada mão;
4.circulação da energia, dando-se as mãos e fechando a corrente;
5. projeção da energia, por mentalização e/ou imposição de mãos;
6. filtro contra retorno kármico, através de mentalização específica.
Artigo extraído do livro Origens do Yôga antigo. Autor: DeRose, disponível em www.uni-yoga.org ou versão em papel disponível no telefone (11) 5093-2019.


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